A participação do presidente Lula no G7 não é simples diplomacia cerimonial; é uma demonstração clara da estratégia brasileira de fortalecimento de parcerias internacionais a partir da defesa dos interesses da classe trabalhadora e da soberania nacional. Num mundo marcado por crises econômicas, climáticas e geopolíticas, o Brasil precisa ampliar laços de cooperação que garantam desenvolvimento sustentável, transferência tecnológica e apoio a políticas públicas que protejam empregos e direitos.
No entanto, essa agenda enfrenta resistências antigas. Recentemente, a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, chamando o Brasil de “país difícil politicamente” reacende um velho embate entre as potências hegemônicas e os interesses populares sul-americanos. A frase é uma tentativa de intimidação. Nossa resposta deve ser firme e clara: o Brasil é soberano e toma decisões de acordo com os interesses do seu povo, não de governos estrangeiros…
O momento exige atenção nas negociações multilaterais. A presença de Lula no G7 é uma oportunidade para inserir diretrizes centrais para a classe trabalhadora: proteção ao emprego, valorização salarial, políticas verdes que criem empregos decentes e mecanismos de compensação justos para comunidades afetadas.
Ao mesmo tempo, é essencial reafirmar que críticas externas e provocações políticas não nos intimidam. A defesa da soberania nacional não é retórica vazia; é condição para que os trabalhadores tenham autonomia para decidir seu futuro. O país pode e deve negociar com todos, mas negociará de igual para igual, preservando sua democracia, seus direitos sociais e o projeto de desenvolvimento voltado para o bem-estar coletivo.
Nossa luta é concreta! Enquanto a diplomacia constrói pontes, na base precisamos ampliar a organização, mobilizar a classe trabalhadora e impulsionar políticas que convertam acordos internacionais em benefícios reais para o povo brasileiro. Solidariedade internacional é também construção de alianças entre sindicatos e movimentos sociais do mundo inteiro, não para subordinar nossas demandas, mas para fortalecê-las.
Pela soberania do Brasil e pelos direitos dos trabalhadores. Avante na luta!
Organizados, somos mais fortes!
